Pesquisadores descobrem novos remanescentes de supernova na GNM!
Pesquisadores da FAU descobrem dois remanescentes de supernova na Grande Nuvem de Magalhães e ampliam nosso conhecimento do universo.

Pesquisadores descobrem novos remanescentes de supernova na GNM!
Pesquisadores da Universidade Friedrich-Alexander Erlangen-Nuremberg (FAU) fizeram progressos notáveis na pesquisa dos remanescentes de supernovas na Grande Nuvem de Magalhães (LMC). Esta galáxia satélite, localizada a cerca de 160.000 anos-luz da Terra, desempenha um papel fundamental na investigação astrofísica. Embora as bordas externas da GNM tenham sido pouco exploradas anteriormente, o astrofísico Manami Sasaki e o estudante Federico Zangrandi descobriram dois remanescentes de supernova desconhecidos, indicando atividade estelar explosiva nesta região. Isto ilustra que eventos astrofísicos significativos estão a ocorrer mesmo nos arredores da GNM.
As supernovas são os espetaculares estágios finais de estrelas formadas por explosões massivas que ejetam grandes quantidades de matéria para o espaço interestelar. Com base nas análises dos restos mortais, os investigadores suspeitam que as duas estrelas explodiram há cerca de 20 mil anos. Esta descoberta pode ter sido influenciada pelas interações entre a Grande Nuvem de Magalhães, a Pequena Nuvem de Magalhães e a Via Láctea, o que poderia ter feito com que as estrelas fossem arrancadas das suas órbitas originais.
Importância da composição química
Um elemento central da pesquisa é a composição química da matéria emitida. A abundância de elementos pesados, como ferro e oxigênio, foi estudada detalhadamente. Esses elementos são cruciais para a evolução química do universo e contribuem para a formação de novos corpos celestes. Os investigadores esperam que os seus resultados forneçam uma imagem mais clara da história da GNM e das suas interações com a Via Láctea. Além disso, poderão ser reveladas diferenças nos remanescentes de supernovas da GNM em comparação com a Via Láctea.
O remanescente de supernova DEM L316A também é importante para a compreensão deste vizinho galáctico. Esses remanescentes são o resultado de uma supernova Tipo Ia causada por uma anã branca que absorveu mais material de uma estrela companheira do que poderia absorver. Esta explosão produziu gases altamente luminosos e ionizou a área circundante, o que foi documentado pelo Telescópio Espacial Hubble. O Hubble, operado pela NASA e pela ESA, utilizou a Wide Field Camera 3 (WFC3) em 2016 para capturar a imagem impressionante destes remanescentes de supernovas.
Relevância científica e pesquisas futuras
A descoberta destes remanescentes de supernovas não é coincidência. A Grande Nuvem de Magalhães é o quarto maior membro do Grupo Local de galáxias e sofreu uma das explosões de supernova mais significativas perto da Terra, a supernova SN 1987A, descoberta em 24 de fevereiro de 1987. A uma distância de cerca de 157.000 anos-luz, foi a primeira supernova em que a estrela-mãe foi identificada, levantando questões importantes sobre a evolução estelar e explosões.
As investigações contínuas do SN 1987A, inclusive através das tecnologias mais recentes, como o Telescópio Espacial James Webb, abriram novas perspectivas para a pesquisa astronômica. Em particular, as medições de neutrinos realizadas meses antes confirmaram modelos teóricos de emissão de energia e representam uma adição valiosa ao conhecimento sobre explosões de supernovas.
As descobertas da FAU não só expandem o nosso conhecimento da GNM, mas também lançam mais luz sobre questões fundamentais sobre a evolução do universo e o papel da Via Láctea. Isto poderia preparar o terreno para pesquisas futuras e aprofundar a nossa compreensão do Universo Combinado.