Endometriose: Dor e Estigma – Um Chamado à Educação!
A Universidade de Witten/Herdecke está lançando um projeto para melhorar o atendimento de pacientes com endometriose e destacando suas experiências.

Endometriose: Dor e Estigma – Um Chamado à Educação!
A endometriose é uma doença ginecológica comum, mas muitas vezes mal compreendida, que afeta muitas mulheres em todo o mundo. Na Alemanha, entre 10 e 15 por cento das mulheres em idade fértil, ou seja, vários milhões de pacientes, são afetadas. Esta condição ocorre quando um tecido semelhante ao revestimento do útero cresce fora do útero. As consequências não são apenas dores intensas, mas também um risco aumentado de infertilidade. Como uni-wh.de Segundo relatos, demora em média dez anos até que um diagnóstico seja feito, e muitas mulheres queixam-se de que as suas queixas não são levadas a sério.
As deficiências no diagnóstico e tratamento da endometriose estão atraindo cada vez mais atenção. Till Neugebauer, da Cátedra de Pesquisa em Serviços de Saúde da Universidade de Witten/Herdecke, destaca como as mídias sociais ajudam a reduzir a conscientização sobre esta doença. O projeto “Cuidados sensíveis à diversidade para pacientes com endometriose” (DivEndo), iniciado pela universidade, visa melhorar o cenário de pesquisa e atendimento às pessoas afetadas. Um resultado importante do projeto foi a análise de mais de 7.000 comentários das redes sociais, que proporcionaram uma compreensão profunda das experiências dos pacientes.
Iniciativas de pesquisa e passos futuros
O projeto identificou quatro temas principais que ilustram as experiências e necessidades das mulheres com endometriose. A equipa de investigação planeia apresentar uma candidatura ao Fundo de Inovação no outono para desenvolver uma oferta digital. Esta oferta tem como objetivo aumentar a sensibilização para a doença e promover a comunicação entre pacientes e profissionais médicos. Um foco será o fortalecimento da autoeficácia das pessoas afetadas e dar-lhes a oportunidade de participar ativamente no seu planeamento de cuidados.
Alguns dos desafios encontrados no tratamento afectam principalmente grupos marginalizados. A pesquisa mostra que pacientes racializados apresentam taxas mais altas de cirurgia abdominal aberta em comparação com procedimentos minimamente invasivos. Estas circunstâncias muitas vezes resultam em complicações graves, destacando a necessidade de cuidados de qualidade. Alto pmc.ncbi.nlm.nih.gov Além disso, 65% dos indígenas menstruados têm dificuldade em receber tratamento adequado para a dor, o que é agravado por barreiras como o preço e a disponibilidade.
Experiências práticas e relatos das pessoas afetadas
Relatos de diferentes mulheres mostram de forma impressionante quão diferentes podem ser os efeitos da doença. Por exemplo, **Anita Nneka Jones**, 30 anos, do Reino Unido, relata seu diagnóstico errado de apendicite aos 14 anos. Finalmente, aos 28 anos, fui diagnosticada com endometriose em estágio 2. Ela enfatiza a importância de educar as pessoas sobre a doença.
**Leah**, 45 anos, das Filipinas, compartilha seu diagnóstico de estágio 4 aos 37 anos, enfatizando que a dor menstrual não é normal e a gravidez não pode curar a doença. **Emilia Victoria**, 26 anos, da Austrália, descreve como a condição afetou sua gravidez após sofrer dores por mais de 11 anos. Esses relatos pessoais destacam não apenas a extensão da doença, mas também a necessidade de acabar com o estigma frequentemente associado à endometriose.
Nas suas histórias, as mulheres afetadas mostram uma determinação incansável em fazer ouvir as suas vozes. **Wendy Laidlaw**, que foi diagnosticada quando tinha 11 ou 12 anos, fala sobre sua recuperação por meio de terapia nutricional e psicoterapia. Seu exemplo é um exemplo brilhante da necessidade de uma abordagem abrangente e holística para o tratamento da endometriose. Embora muitas outras mulheres esperem um diagnóstico rápido e correto, a doença continua a ser um tema frequentemente ignorado. Como glamour.de observa que o Mês de Conscientização sobre a Endometriose acontece anualmente em março e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre esta doença grave.