Semana do Orgulho Campus: Arquivo Queer torna a diversidade visível!

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No dia 2 de junho de 2025, a Campus Pride Week e o summaery2025 acontecerão na Biblioteca da Universidade de Weimar, com foco na arte queer.

Am 2. Juni 2025 findet an der Universitätsbibliothek Weimar die Campus Pride Week und summaery2025 statt, mit einem Fokus auf queere Kunst.
No dia 2 de junho de 2025, a Campus Pride Week e o summaery2025 acontecerão na Biblioteca da Universidade de Weimar, com foco na arte queer.

Semana do Orgulho Campus: Arquivo Queer torna a diversidade visível!

Como parte da Campus Pride Week e do evento summaery2025, um projeto inovador está acontecendo na Biblioteca da Universidade de Weimar, dedicado a tornar visíveis o conhecimento queer e as experiências pessoais. Neste contexto, é criado um arquivo queer efémero no curso de especialização “Espaços Queering”, cujo objectivo é dissolver categorias familiares e estender um convite para “cruzar” o acervo da biblioteca. A iniciativa foi lançada com base na teoria de José Esteban Muñoz, em particular no seu ponto central “Efêmeras como Evidência”. A essência do trabalho de Muñoz é usada para iluminar a conexão entre arte, queerness e ideais sociais.

A biblioteca convida os artistas a enviarem suas contribuições em caixas de acrílico transparentes. Estas obras pretendem estabelecer uma ligação aos livros vizinhos, às nossas próprias memórias e perspectivas queer. Para atender aos requisitos materiais, as contribuições são de qualidade bibliográfica e não devem conter líquidos ou substâncias orgânicas. O tamanho máximo dos trabalhos submetidos é 32×24×10 cm. O prazo para inscrições é quinta-feira, 12 de junho de 2025.

José Esteban Muñoz e as coisas efêmeras

José Esteban Muñoz não foi apenas um crítico influente da política contemporânea de gays e lésbicas, mas também um líder de pensamento no campo da teoria queer. Ele argumentou que os objetivos políticos atuais, como a igualdade no casamento, não atendem satisfatoriamente às necessidades mais amplas da comunidade queer. Muñoz viu a queeridade como algo que “ainda não chegou” e concordou com a necessidade de considerar a estética queer como uma forma de moldar relações sociais alternativas. Este pensamento foi uma influência fundamental no atual projeto em Weimar, pois destaca a importância das obras de arte temporárias e a sua capacidade de deixar uma marca.

Os seus conceitos de “performances desidentificatórias” permitem que pessoas marginalizadas articulem as suas próprias verdades culturais, ao mesmo tempo que resistem às ideologias dominantes. A teoria da futuridade queer de Muñoz sugere que estas representações temporárias criam uma visão para o futuro que permite aos sujeitos minoritários orientarem-se e representarem-se num mundo caracterizado pela dominação.

Unindo teoria e prática

A iniciativa deste ano em Weimar baseia-se nestes fundamentos teóricos, convidando as pessoas a usar a arte como meio de reflexão sobre experiências de formação de identidade queer. A influência de Muñoz é perceptível, até porque sua obra também trata de temas como a utopia na arte queer e o sentimento de pertencimento. Suas investigações sobre o simbolismo social nos processos estéticos abrem uma nova perspectiva sobre a criação de comunidades que vão além das normas hegemônicas.

Além disso, o trabalho de Muñoz abrange vários aspectos culturais, que vão desde a teoria do Atlântico Negro até abordagens performáticas mais radicais, tornando-o uma base valiosa para o arquivo planejado em Weimar. O compromisso de Muñoz com a visibilidade e sobrevivência da comunidade queer, especialmente das pessoas de cor, encontra eco neste esforço.

Espera-se que este evento forneça uma plataforma para promover discursos amigáveis ​​queer e criar um arquivo dinâmico que contenha não apenas arte, mas também histórias e memórias de indivíduos que muitas vezes permanecem nas sombras da sociedade. Assim, o efémero arquivo queer é visto não apenas como um espaço para expressões atuais, mas também como uma contribuição para a discussão a longo prazo sobre identidade, pertença e o poder da arte na luta contra a discriminação.