Avanço na pesquisa CMT: Nova esperança para as células nervosas!
Pesquisadores da Universidade de Colônia estão investigando os mecanismos da doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) e suas abordagens terapêuticas.

Avanço na pesquisa CMT: Nova esperança para as células nervosas!
Pesquisadores da Universidade de Colônia e da Université d'Angers investigaram um mecanismo da doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) em um estudo inovador. Esta doença é a doença nervosa hereditária mais comum que danifica as vias nervosas que controlam os movimentos musculares e transmitem informações sensoriais. A investigação atual centra-se no tipo 2A (CMT2A), no qual as mutações no gene MFN2 desempenham um papel crucial. Os resultados foram publicados recentemente no Journal of Cell Science.
O estudo mostra que mutações no gene MFN2 levam à morte celular programada (apoptose), o que acaba por levar à morte irreversível das células nervosas. Até agora, não estava claro como diferentes mutações que ocorrem no gene MFN2 poderiam levar a sintomas clínicos semelhantes. O grupo de pesquisa descobriu que essas mutações mostram um padrão comum em linhagens celulares humanas que torna as células suscetíveis à apoptose.
Mecanismos e fisiopatologia
Medições de proteínas marcadoras mostraram que a morte celular foi ativada em todas as mutações examinadas. Descobriu-se que a morte celular foi desencadeada por mutações no MFN2 se a proteína ou proteínas relacionadas não estivessem suficientemente presentes. Surpreendentemente, níveis aumentados da proteína MFN2 foram capazes de aliviar parcialmente algumas disfunções. As experiências em células de pacientes confirmaram ainda mais estes resultados e mostram que o CMT2A poderia oferecer um ponto de partida central para futuras medidas terapêuticas através do sinal de morte celular.
A doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 2A é uma doença autossômica dominante que pode afetar não apenas o sistema nervoso periférico, mas também o sistema nervoso central. As características clínicas deste distúrbio incluem perda sensorial progressiva nas extremidades e desenvolvimento de pé cavo, uma deformidade do pé. Nos últimos anos, foram identificadas mais de 100 mutações patogenéticas no gene MFN2, mas a relação entre o fenótipo clínico e os genótipos permanece obscura.
Abordagens de pesquisa futura
O estudo destaca que camundongos transgênicos com mutações no MFN2 apresentam alterações na distribuição mitocondrial e déficits na cadeia respiratória. Estas descobertas são centrais para a compreensão da diversidade de manifestações clínicas da CMT2A e para iluminar o potencial para intervenções terapêuticas específicas. Pesquisas futuras deverão aprofundar ainda mais a ligação entre as mutações do MFN2 e a morte das células nervosas.
Além disso, outras doenças mitocondriais, como a neuropatia óptica hereditária de Leber (LHON), caracterizada por mutações específicas no DNA mitocondrial, também foram descritas na literatura. Estes mostram, entre outras coisas, como as mutações também causam redução da síntese de ATP e aumento da liberação de radicais livres, levando à disfunção das células ganglionares da retina. Tais resultados poderão ser relevantes no futuro para terapias que vão além dos sintomas puros e abordam os mecanismos subjacentes.
No geral, a pesquisa sobre o CMT2A destaca as complexas conexões entre genética, biologia celular e sintomas clínicos. As oportunidades decorrentes desta investigação poderão potencialmente fornecer a base para novas abordagens terapêuticas que proporcionem uma melhor qualidade de vida aos pacientes com esta doença muitas vezes devastadora.