Fototransistores orgânicos revolucionários: detecção de luz redefinida!

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Pesquisadores da TU Dresden estão desenvolvendo um novo fototransistor orgânico que detecta e armazena com eficiência luz fraca.

Forschende der TU Dresden entwickeln einen neuen organischen Phototransistor, der schwaches Licht effizient detektiert und speichert.
Pesquisadores da TU Dresden estão desenvolvendo um novo fototransistor orgânico que detecta e armazena com eficiência luz fraca.

Fototransistores orgânicos revolucionários: detecção de luz redefinida!

Pesquisadores do Instituto de Física Aplicada da TU Dresden, em cooperação com o Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Centro Alemão de Astrofísica (DZA) em Görlitz e o TH Mittelhessen, desenvolveram uma tecnologia inovadora. Eles apresentaram um novo fototransistor orgânico capaz de detectar e armazenar com eficiência luz fraca. Estes resultados foram publicados recentemente na conceituada revista Nature Photonics, sublinhando a importância e relevância da investigação. Jonas Schröder, o primeiro autor do estudo, enfatiza que os novos sensores de luz são particularmente compactos e não requerem circuitos adicionais complexos.

O mecanismo de armazenamento integrado do fototransistor abre novas aplicações promissoras, por exemplo, em imagens multiespectrais e sistemas de sensores econômicos. Os fotodetectores são componentes-chave nas tecnologias modernas, desde câmeras a sistemas de direção controlados por sensores e sistemas de segurança. A equipe de pesquisa apresentou uma nova tecnologia para fotodetectores com o desenvolvimento dos chamados Transistores de Base Permeável Orgânica (OPBTs).

Tecnologia inovadora e alta sensibilidade

Os OPBTs, que são transistores verticais feitos de semicondutores orgânicos, são caracterizados por sua eficiência energética e pela capacidade de serem depositados em camadas finas. Dr. Johannes Benduhn, chefe do grupo OSENS, explica que esses transistores podem amplificar o sinal por meio do armazenamento de carga direcionado. A sensibilidade dos OPBTs é notável: eles alcançam responsividades de até 109A/W, que supera os valores dos fotodetectores orgânicos convencionais.

Outra característica notável desta tecnologia é a sua adaptabilidade a diferentes comprimentos de onda, incluindo luz UV e infravermelha. No atual projeto de validação OPTICUS, a tecnologia está sendo desenvolvida de forma a aumentar a maturidade tecnológica e identificar novos campos de aplicação. O grupo OSENS, formado por especialistas em física, ciência dos materiais e engenharia, está localizado na Cátedra de Optoeletrônica e desempenha um papel central nesta pesquisa.

Vantagens sobre as tecnologias convencionais

Os novos fotodetectores orgânicos oferecem vantagens significativas em relação aos fotodetectores tradicionais à base de silício. Assim, alguns dos desafios que afetam os fotodetectores orgânicos convencionais, como a falta de fotomultiplicação para detecção de luz ultrafina, foram superados nos OPBTs. A fotogravação nesses fototransistores representa um método eficaz para obter um ganho fotográfico significativo.

A produção destes OPBTs é feita inteiramente por evaporação térmica, o que melhora a sua capacidade de integração em sistemas existentes. Eles também podem operar em baixas tensões operacionais de até 2 V e atingir velocidades de comutação de quase 100 MHz. Essas propriedades os tornam candidatos potenciais para aplicações como fototransistores de baixa luminosidade e dispositivos de armazenamento de fotos.

A pesquisa de fotodetectores orgânicos é um campo crescente no qual novos materiais e arquiteturas de dispositivos recebem atenção contínua. Além disso, a integração em um espectrômetro infravermelho próximo de tamanho centimétrico mostrou resultados promissores. Com o progresso contínuo nesta área, a detecção precisa da luz desempenhará um papel central nos futuros desenvolvimentos tecnológicos.